Amar é sintetizar as diferenças.
Viver bem é valorizar as oportunidades.
· Estevão, 18 anos. Como todos os jovens, ele sonhava com um futuro risonho, brilhante: progredir, ocupar um destacado lugar ao Sol, triunfar na vida, ser alguém. Seu pai, um próspero homem de indústria. Pobre no início de carreira. Rico e conceituado, anos depois. Estevão perguntou-lhe, um dia:
- Pai, qual é o segredo do teu êxito?
- Não há segredo fácil e simples, meu filho. O importante é estar alerta às coisas pequenas e jogar-se com destemor, quando as oportunidades surgem!
- Como posso reconhecer a oportunidade favorável?
- Não dá para identificá-las, meu filho. O jeito é a gente se jogar sempre, confiando, acreditando. Os fortes e destemidos é que vencem na vida!
-Horóscopo ajuda, pai?
- Besteira meu filho. Horóscopo é piada, refúgio dos fracos supersticiosos. Nunca ponhas o pé neste terreno frágil e mentiroso!
Estevão, hoje, vai bem de vida. Casado, quatro filhos, profissional competente, um homem saudável, calmo, gentil, amigo de todos. Está colhendo o que plantou... na lavoura farta das oportunidades. Está por cima, humilde e sem vaidade, porque assimilou lucidamente os recados de seu pai.
· O largo manto da vida é tecido pelo fio das oportunidades. É a vida que brinca de alfaiate ou somos nós que costuramos, bem ou mal, as oportunidades do cotidiano?
Disraeli, psicólogo e escritor, falou assim:
- O segredo do êxito consiste em estarmos preparados para a nossa oportunidade, quando ela s apresenta.
Abri respeitosamente o invólucro da vida e lá dentro encontrei toneladas de oportunidades, milhares de chances, tamanhos os mais diversos, estilos de todo tipo.
A vida é um Cavalo de Tróia, em cujo ventre sorriem exércitos de chances e oportunidades. De uma única coisa não deveríamos queixar-nos nunca: da falta de chances para progredir, lutar, construir realizar-nos e crescer.
· Se eu mandasse no mundo, colocaria nas escolas e universidades, como matéria obrigatória: A ARTE DE VALORIZAR AS PEQUENAS E GRANDES OPORTUNIDADES DA VIDA.
É que existe gente demais que faz exatamente o contrário, subestimando as oportunidades, desperdiçando as oportunidades, maltratando-as sem dó nem responsabilidade.
É uma pena, uma pena. As chances batem à nossa porta e damos com a porta no rosto delas. Ou simulamos não estar em casa. Ou nosso coração está longe, preso a outros interesses, ancorado em outros portos.
Sinceridade total. Tenho pena dos dorminhocos, dos preguiçosos, dos derrotistas, do acomodados, dos inseguros, dos cegos, dos que passam as noites e os dias de portas trancadas, de janelas cerradas. As chances revoam perto, pedindo acolhida, oferecendo alegria, paz, esperança, horizontes mais claros, garantias melhores, novos empregos, tarefas compensadoras, objetivos mais nobres, bilhetes de loteria com prêmios e displicentes não dão a mínima atenção. Estão em outra...
De um recente inquérito entre universitários, nos Estados Unidos, estas três respostas:
- Um ideal, na minha vida? Era só o que faltava. Seria muito incômodo!
-Minha razão de viver? Sugar o limão da vida até o fundo e depois jogar fora o bagaço. A vida é uma droga, amarga até o caroço!
- Se eu sou feliz? Não sou nada. Deixo-me viver, arrastado pelas ondas do meu instinto e pelos caprichos do momento!
Meu amigo.
Tens em mão o invólucro da vida.
Abre-o comigo.
Ele está atapetado de oportunidades,
Grandes e pequenas, sagradas e triviais.
Alegrias e felicidades rondam à nossa volta,
A cada hora.
É melancólico demais
Jogar fora
Tantas chances de ter e SER MAIS!